segunda-feira, 28 de março de 2011


Como aquele que sempre viveu na bruma, sem nunca ter visto o sol. Ficava a imaginar o que teria acima da bruma. Só sabia que existia algo além por causa do calor e da luz emitidos em alguns momentos. Não se tinha a noção do que era o Sol, porque não o via. Mas Ele estava lá, desde sempr

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Receita de Mostarda


Impressionantemente 2010 passou, e entrando aqui depois de alguns meses percebi: 10 postagens em todo ano.

10 bostagens!
(coincidência?)

O que fiz em 2010? Onde estava?

Salas de teatro, eventos corporativos, centros espíritas, cidades provincianas, projetos (in) acabados, templos budistas, velórios, academia, perfume versace... Para onde fui?

28 anos dizem que é Retorno de Saturno, mudanças drásticas na vida da pessoa! O que será que vem por aí? Mudança de sexo? de Casa? de Planeta?

Me mergulho num mundo que a praticidade se faz necessária. Coisa paradoxal? Como mergulhar em algo prático? Mergulho são para as coisas não práticas, aquelas subjetivas, aquelas que exigem tempo de reflexão, e... mergulho.

Tibum....Glub...glub... chuáaaaa....

Várias vezes durante 2010 pensei em mudar de blog. Apagar, escrever outro... começar de novo, postar só as "mais-mais". Será isso reflexo da vida?

Quero começar de novo, dá pra fazer, ?! Apagar tudo, mudar o layout, e só viver as "mais, mais"...

Se fosse simples assim... A cada Delete, uma exclusão necessária, a cada Crtl+c uma cópia para outro espaço em branco... Mas me faltam atalhos no teclado... tenho que fazer tudo pelo caminho longo... será esta a porta estreita que tanto falam?

Terapia, Ouspenky, Gurdijeff, Feldenkrais, Quarto Caminho, numerologia pitagórica, astrologia, radiestesia, tarô, pnl, espiritismo... tantos recursos e ferramentas na caixola, e aí? Pra onde?

Pegar tudo, bater no liquidificador, mais três colheres de ânimo, mais uma pitada de fé do tamanho de um grão de mostarda, e beber de cinco a 10 vezes por dia. Batata! (isto é uma expressão. Não vai batata na receita!)

Tato! Me falta tato as vezes com a pele do mundo. Ele também, nem sempre é tão delicado assim. Tenho cicatrizes também. Provoquei outras - feridas, depois - cicatrizes. Aprendi com ele, com o mundo. Mas vou me aperfeiçoando, hoje tento pular direto para as cicatrizes, sem fazer ferida... Mas por falta da receita acima, as vezes me escapo, e me deparo estilhaçando famílias de joaninhas!

Escrever nem sempre é algo de inspiração, e sim transpiração. Com o tempo vamos deixando o romantismo de lado, e vamos entendendo a coreografia das letras. Questão de matemática. Geometria sagrada?

Me inspirava num amor que acabava, ou começava, me inspirava na graça ou desgraça da vida, na ausência ou presença da euforia... Hoje estou assim, em tempo contíguo(existe isso?). Num mesmo ritmo. Pi-pi-pi-pi... Sob controle. Sob controle.

Vou lá fazer um pouquinho da receita, e já volto.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

PT versus PSDB

é... depois de tropa de elite 2, estou ainda mais indecisa com o meu voto... (rs)

no primeiro turno quis votar nulo, votei na Marina. Não acreditando que ela fosse ganhar, mas com a vontade de mudança, assim como tive quando votei no Lula em 2002. Claro que me decepcionei, afinal nada muda da água para o vinho. Com FHC tivemos pontos positivos sim: continuidade do plano real criado no governo Itamar; queda na mortalidade infantil; popularização dos remédios genéricos; e claro os negativos: privatização do setor elétrico; apagão energético; falta de incentivo às exportações...

No governo do Lula também temos os dois lados...

A questão é que a gente não sabe quem de fato vai comandar se o PT for eleito.

Lembrei de quando o Maluf ainda era "votável" (!!!) e ter dito para votarmos no Pitta, e que não nos arrependeríamos, pois o Pitta era ele. O Pitta não era nada, era um pau mandado... se fez com a imagem do Maluf.
Alguns podem dizer que isso não tem comparação.
Pois eu comparo a conduta. "Votar na Dilma é votar no Lula" (!!!) Não, não é!

Tivemos melhora no nosso país nos últimos anos, com certeza!
Mas além dos novos projetos que surgiram, houve continuidade em setores do governo anterior... Ninguém cria um "tudo" em 8 anos...

Precisamos mesmo de uma grande reforma política. Taí a grande questão!! Precisamos de punição (de verdade) para políticos corruptos.

Enquanto isto não acontece, a sensação que eu tenho é que precisamos quebrar uma máfia consolidada em 8 anos. Assim como quebramos a máfia do PSDB com o PT, e agora, fico pensando, não será o caso de quebrarmos a máfia do PT com o PSDB? (coisa de louco!)

Não sei, ainda tenho resposta...

Mas hoje com tantos reality shows poderíamos mesmo criar um pensamento estratégico nas eleições. A gente escolhe quem vai pro paredão (ou pra roça, ou prova de fogo...) sabe? desfazer grupinhos, deixar o mais forte na casa, ou mandar ele embora... mas pensar estrategicamente.

A minha sensação é que precisaríamos mesmo desfazer "grupinhos" no parlamento, no senado...
Em dois mandatos dá pra fazer muita coisa e criar uma boa malha de contatos...

Não pintei minha minha cara de verde e amarelo no impeachment, mas cantei o hino nacional com lágrimas nos olhos e mão no peito esquerdo em 2002. Agora quero sentir o pequeno poder de manipular peças no tabuleiro. Sabendo que eu faço a diferença com a consciência e inteligência no meu voto.

Sinto que não quero votar em uma ou outra pessoa, quero mesmo ruptura do poder. Daqui a 4 anos a gente faz de novo... vai saber!

Maluquice?!?! Polianice?!?! Leviandade?!?!
Bah!!!

Quem esta no poder é o povo! Nós estamos lá! (ou deveríamos estar...)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

só aquela passada, sem bronze.

que saudade de vc Bloguinho!!!

Aos meus milhares de leitores, eu voltarei...

14 horas dentro do teatro...
quem disse que os holofotes não queimam...
fator 40 na cara!!!

e agora com cólica! uó!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aquarela em Abril

é só para não passar Abril em branco... só!
Na verdade Abril foi muito colorido, cores misturadas... misturadas ao pó da serragem...
bagunça... arrumação, mais bagunça.
Caixas, descaixas, armários... Fotos velhas, poemas novos, ou poema velhos, e fotos novas! Tem de tudo.
Tem lágrima, tem coração, tem choro, tem brisa... tem janela. Não a janela ainda não tem. Mas a porta... a porta tinha até demais. Mandei tirar! Menos duas portas. Aqui vou colocar uma cortina indiana... logo ali uns futones... o espelho fica pra Agosto.
Tormentas, dissoluções, soluções... Separa ou não separa?
Ama ou não ama?!
Ai eu sei que amo!
Teve também apresentação de Ladrões, na Cidade. Alguns poréns... outros, améns.
Apaixonei!
Trabalhar com quem se gosta, e com quem gosta é tão bom.
Teve encontro latino. Um montão de gente... peruanos, chilenos, angolanos (convidados), cubanos argentinos... e dos nossos também: gente do Rio, gente de Floripa, gente do Piaui... e gente´s daqui mesmo da terra da garoa... teve crítico Português... que quase não chegou porque causa do Eyjafjllajokull na Islândia...
Festinha no final... eu fui, mas logo parti cedo... é... depois fiquei sabendo... melhor assim... cada fofoca!!!
A bagunça continua, outra produção (graças!) se inicia! Agora é tocar pra valer!
Verdi! Rigoletto!
Se eu sumir... na verdade é impressão, eu estou por aqui! Se bobear estou aí!
Mas este foi só pra não passar em branco, pois Abril teve cores, muitas delas.

PS: assim que sobrar um tempo, falando em cores, volto a fazer pintura e desenho. Ah se volto!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Doce de Sabão

Tem lembrança que a gente mal entende porque vem de repente.

Vem num chacoalhão de sentimentos: misto de deveres, de vontades, de insanidades.

A coisa vem, ressurgi, renasce feito fênix, e fica ali parada. Dá o ar da graça e, se você não tiver assunto, volta docemente de novo, para o seu lugar, quietinha, no fundo do baú, nas entranhas da alma, na inconstância revelação.

Daí, numa tarde de quinta-feira outonal, um cheiro de café, um gosto de pão com manteiga, faz vir à tona a lembrança de biscoitos quentinhos.
Meu avô fazia biscoitos de-li-ci-o-sos, aiii como era bom. Junto do biscoito vinha também o gosto do aconchego, do carinho, da proteção ...

Biscoito do vovô. Tem coisa que a gente nunca esquece.

Engraçado - talvez até mesmo trágico - temos a sensação de que tudo continuará como se está: faremos sempre o mesmo percurso pra ir e voltar de casa ao trabalho, passaremos as férias no rancho da Lili, comeremos macarrão da tia Meire aos domingos... Como se nunca fossemos envelhecer.
Os momentos são assim, passageiros, chicoteados... e quando menos se espera, pluft, já foi.

O melhor - ou pior- momento deste 'agora' que você vive, ficará para a história... pra sua história. Porquê tudo naturalmente muda.

Certa vez, quando ainda morava com os meus avós, chegaram as compras do mercado. Meu avô não tinha carro. E naquela época, existia os Entregadores (hoje ainda deve existir, mas nunca usei o serviço). Eles eram troncudos, e rápidos na entrega. Deixavam os produtos dentro da casa do freguês. Traziam caixas, sacolas, sacos, e os dispunha no chão, na mesa, na cadeira. E eu como curiosa que só, adorava ver o que tinha sido comprado. Claro!

Mas era época de vacas magras, acho.

Ao abrir uma sacola vi muuuitos doces-de-leite, e gritei feliz:
- uauuuuu, doce de leeeeite! doce-de-leite! Posso abrir?

Daí a minha tinha Baixinha disse que não era doce de leite, e sim, sabão de pedra.

Lembro do entregador me fitando e repetindo que era sabão de pedra; e do meu avô me olhando fraternalmente de canto.

Silêncio.

Fiquei acanhada por confundir doce-de-leite com sabão de pedra...Não senti frustração, ou coisa que o valha... foi só um constrangimentozinho.

Desci da cadeira, e parei de fuçar as compras.
Voltei ao quintal pra brincar com o Chiquinho, um pequinês legítimo de cor caramelo.

Naquele dia outonal, a tarde tinha céu de brigadeiro, e o sol lambia suavemente as plantas da titia Teté.

Escondida, raspei tecos do sabão-de-pedra e misturei à água, e com uma Bic sem carga, fiz doces coloridas bolhas de sabão.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Saudades"

Sabe aquelas pessoas que a gente quase nunca encontra, quase nunca fala, mas que marcaram a nossa vida de tal forma, que são simplesmente inesquecíveis?

Aquelas pessoas que por uma atitude, por um momento divisor de águas, estavam ali, presentes, e nos influenciaram positivamente a seguir outros rumos. Sabe?

Tenho amigos queridos, que quase nunca os encontro, mas sempre que penso neles, tenho uma dor aguda de saudade, vontade de saber, de um desejo imenso de que eles estejam bem, felizes, prósperos...

Carinhos pouco sabidos, mas em nós, tão definidos.

Recebi um e-mail com "Saudade" de uma amiga assim, de poucos encontros, mas de muito carinho.

Como adoro Clarice, me debulho em nostalgia aguda, nesta palavrinha, que só em português a gente consegue descrever.


"Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência..."




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quando a ficha cai.

Sempre me falavam, nunca acreditei.

A caminho dos 30, você vai ficando mais interessante, mais madura, mais mulher, e muitas fichas vão caindo... A pena é que não somente as fichas caem. O esforço pra manter o bumbum durinho, as pernas torneadas e a barriguinha sarada se multiplica numa velocidade cruel.

Ai Kerolaaaaineee!
Por um momento desejei que as fichas não caíssem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

10 razões para vestir a roupa

`As amigas (e também aos amigos) que as vezes num momento cego, carente, e nada folclórico, por muito pouco, engana-se com o sapo.

Querida! Querida!
Você sabe que uma relação não vai pra frente quando:

(1) Você esta tendo prejuízo financeiro.
(afinal, você compra dos melhores modelitos para impressioná-lo, além da manicure, depilação, presentes... tst, tst, tst, não será ISTO que irá impressioná-lo,ok!)

(2) Ele não te liga, em vez disso prefere mandar alguns e-mails de assuntos científicos.

(3) Manda torpedo, só quando você manda um, e ainda assim, é dúbio.
A pior fase, é quando ele além de não responder os seus torpedos, manda e-mail no final do dia, sobre o assunto do seu torpedo, ainda mais dúbio.
Filhaaaa, hellouuuu!!!

(4) Na segunda transa, ainda na cama, o "delicado cavalheiro" inicia uma conversa falando do ex-caso que não deu certo, mas que talvez (!!) ele esteja com saudades dela. Hã? (!!!!) Como assim?!?!

(5) Na mesma conversa (acima), ou em outra situação: "...e eu não sei o que acontecerá conosco...."
Você pode achar que ele esta sendo precoce (e pode mesmo "estar sendo") porém, ele já te deu a deixa, fofa. Se você ainda não pulou da janela, vista já a sua roupa, e cai fora, pelamor.

(6) Quando ele dá piti porque o restaurante foi caro.
Ok, você topou dividir, mas ele tem uma filosofia de achar absurdo restaurantes que cobram um absurdo por uma folhinha de alface, um filezinho com queijo francês e etc. Pode-se entender que é um homem sensato, mas também pão-duro, e sem noção, oras bolas.. Afinal a madrugada po-de-ri-a ser perfeita. Mas ele não satisfeito, estraga a sua noite, a qual você reservou pra ele. Sim, pois agora, o moço esta muito bravo e sem cabeça por conta disto (!!!)

(7) Nunca te fez gozar, e não se preocupou com isto em nenhum momento.
óohhhhh!

(8) Diz que quer casar e ter filhos, mas não é com você.
Você ainda não vestiu a roupa, fofa?

(9) Os olhos dele são tão lindos que você se perde, principalmente quando ele esta olhando a garota de 20 anos que passou ao seu lado.

(10) Não espere chegar nas décima.


Ok, ok, ele pode não ser uma má pessoa.
Pode ser só o momento de vida, as idealizações, a idade e etc etc etc...
Mas não será você que vai resolver a "questã". Deixe para um terapeuta!

Certa feita esta estranha senhora

O fálico objeto saíra cuspido e babado de sua boca vermelha.

Transeuntes a acompanhavam com o olhar enquanto a calça de cetim apertada lhe desenhava as ancas.

Banhistas paravam enquanto ela tirava os grandes óculos preso no liso cabelo ruivo.
Os movimentos em câmera lenta faziam dos sons qualquer coisa que se toca em botecos as três da manhã.

Vozes e sons entorpeciam e afundavam o seu andar no calçadão. O suor do asfalto escaldante lhe descia por entre os seios médios-fartos. Homens e mulheres não sabiam o que fazer com tamanha revelação e espontaneidade.

O objeto continuara ali jogado no chão sendo lambido por cachorros vagabundos, desconcertados pelo gosto entorpecente da doce sáliva babaloo daquela estranha senhora.