nostalgia do agora?
Aos meus 8 anos de idade, achava que quando tivesse 12 anos, seria maravilhoso: uma quase-moça.
Aos dozes anos de idade, ter 15 anos seria um luxo. Enfim, poderia fazer coisas que me contavam que as meninas de quinze anos faziam.
Aos meus quinze anos, queria que o tempo acelerasse, que chegasse logo aos 18 anos, assim poderia tirar a minha habilitação.
Aos dezoitos anos, queria mesmo é ter 21 anos, pois isto me daria a garantia de que eu era adulta o suficiente para fazer da minha vida o que bem quisesse.
Aos 21 anos de idade, começava a sentir o que era ser adulta. Então, resolvi não querer mais ter idade. A vida começava a se encher de atividades, e responsabilidade.
Me vislumbrei aos 25 anos, pensando que até lá, teriam soluções os problemas que eu mesma havia criado.
Aos vinte cinco anos de idade, comecei a quase me frustrar de que não tinha resolvido quase nada do que gostaria, e mais, criei ainda outros.
Aos 26 anos de idade, comecei a querer jogar menos as coisas para os outros anos, mas com a sensação infeliz de que não daria tempo. E que tudo deveria ser resolvido antes dos 27.
...
Hoje espero que antes dos 30 eu possa ter a sensação do presente como um presente, e não vivendo lá, mas sim cá.
Viver esperando que algo de fabuloso aconteça na sua vida é mesmo perder o nostálgico agora.
1 comentários:
Que bonitinho!!!!
Vivemos esperando por algo, que percebemos, já passou!!!
bjãooo
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