quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Big Ben" uma explosão... de sabor!


Meu tio, marido de minha tia, irmã de minha mãe, desde que o conheço trabalha numa fábrica de biscoitos. Aliás, deliciosos biscoitos de polvilho, diga-se de passagem.

Ou seja, desde sempre como biscoitos de polvilhos de montão. Mentira! Depois de uma certa idade, parei de ser ofertada por grandes sacos de biscoitos. Mas até então, ganhávamos em casa, sacos de polvilhos doces e salgados.

Meus coleguinhas e eu fazíamos a festa.
Certa vez, levei dentro de um saquinho de supermercado, muitos biscoitinho, e saí para brincar lá fora. Em menos de dois minutos fui atacada por um bando de crianças esfomeadas e sedentas dos crocantes biscoitos. Os vestígios do ataque eram as migalhas no chão, sendo ainda, mais esmagadas pelos pés das criancinhas, já não tão esfomeadas e sedentas assim. Do pó eles vieram, e do pó voltarão. Farelos, e nada mais.

Em vez de chorar e correr para o colo da mãe, entrei em casa, e peguei o grande saco de polvilho, quase maior que eu, e fui para a janela do meu quarto. Naquela época morava em apartamento, porém, no térreo. Chamei um amigo, chamei dois amigos, três amigos, e eles faziam das mãozinhas conchas, e eu entregava as pérolas. Em muito pouco tempo aos pés da minha janela dezenas de crianças gritando "também quero" e as mãos em forma de concha. Enquanto saciava o desejo dos famélicos, Eu me alimentava do poder. Era majestoso! Sublime! Fantástico!

Minha mãe, ouvindo a gritaria lá fora, abriu bruscamente a porta do quarto, e fez aquela cara de "não tô gostando" que só ela sabia fazer, parei na hora certinha que o último biscoito havia sido sugado por aspiradores infantis.


Quem quer biscoito? Oeeeeeeeeee! Quem quer? Quem vai querer?

Isto foi o mais próximo que cheguei da atitude insadecida de doação abundante do Silvio Santos.

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