O fálico objeto saíra cuspido e babado de sua boca vermelha.
Transeuntes a acompanhavam com o olhar enquanto a calça de cetim apertada lhe desenhava as ancas.
Banhistas paravam enquanto ela tirava os grandes óculos preso no liso cabelo ruivo.
Os movimentos em câmera lenta faziam dos sons qualquer coisa que se toca em botecos as três da manhã.
Vozes e sons entorpeciam e afundavam o seu andar no calçadão. O suor do asfalto escaldante lhe descia por entre os seios médios-fartos. Homens e mulheres não sabiam o que fazer com tamanha revelação e espontaneidade.
O objeto continuara ali jogado no chão sendo lambido por cachorros vagabundos, desconcertados pelo gosto entorpecente da doce sáliva babaloo daquela estranha senhora.
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